|
| |
| |
|
Projeto "Rio - O Estado da Bicicleta" atrai especialistas
holandeses |
|
|
Foi dado o primeiro passo para a implantação
do projeto "Rio de Janeiro - O Estado da Bicicleta".
O secretário de Transportes, Julio Lopes, e o prefeito
de Niterói, Godofredo Pinto, assinaram, nesta sexta-feira
(23), um termo de cooperação com a ONG holandesa
Interface for Cycling Expertise (I-CE), consultora na área
de logística, infra-estrutura e treinamento para uso
da bicicleta como meio de transporte urbano.
- No Brasil, o Estado do Rio de Janeiro é o primeiro
a investir na bicicleta como meio de transporte urbano e não
somente como lazer. O usuário vai utilizar a bicicleta
no primeiro trecho da sua viagem, encurtando o tempo que leva
para chegar aos outros modais e ainda economiza no bolso -
explicou Julio Lopes.
O uso da bicicleta na cidade de Niterói poderá
ser uma solução para o trânsito nas principais
vias de acesso à cidade, como a Niterói-Manilha
e a Alameda São Boa Ventura. Entusiasmado com o projeto,
o prefeito de Niterói, Godofredo Pinto, vai estudar
o projeto para avaliar quais os primeiros locais que poderão
receber as ciclovias e bicicletários.
- Fiquei muito interessado nos benefícios que a cultura
da bicicleta traz para a vida da cidade. Vou fazer uma análise
técnica para escolher áreas-piloto que servirão
de experiência e, com o aumento da demanda, ampliar
por toda a cidade - analisou.
No Rio já começaram os trabalhos técnicos.
Nesta quinta-feira (22), os representantes da ONG I-CE visitaram
as estações de trem e metrô da Pavuna
e encontraram bons terrenos para a construção
de bicicletários. Aquele que for usuário do
metrô poderá guardar sua bicicleta de graça
e com segurança, afirmou o gerente de Projetos Especiais
do Metrô, Eli Canetti. As estações de
Inhaúma e Cantagalo também ganharão bicicletários
nesta fase de experimentação.
E quem vai de trem também pode ficar despreocupado.
A Supervia é parceira da secretaria neste projeto e
incentiva a construção de bicicletários
em seus terminais. No município de Duque de Caxias,
por exemplo, foi dado o sinal verde nas estações
de Saracuruna, Gramacho, Imbariê, Parada Angélica,
Campos Elísios e Jardim Primavera que, juntas, recebem,
em média, 22 mil pessoas por dia.
De acordo com o secretario, a construção de
bicicletários nas estações de trem, metrô,
ônibus e barcas, ajudará o cidadão a chegar
mais cedo ao seu destino, já que, geralmente, esses
terminais estão a três ou quatro quilômetros
de distância de suas casas. Além disso, pedalar
é um hábito saudável e ecologicamente
correto, afirma.
- Essa é uma tendência mundial. Em cidades como
Paris, Lyon, Londres, Amsterdã e Berlim, a população
já desenvolveu o hábito de usar a bicicleta
em deslocamentos curtos. A convivência com os outros
meios de transporte é tanta que os ciclistas circulam
nas faixas exclusivas para ônibus. É mais barato,
não polui e ainda emagrece, ressalta Lopes.
A ONG I-CE, fundada na Holanda em 1996, oferece consultaria
no planejamento de programas cicloviários em países
em desenvolvimento, como África do Sul, Índia,
Colômbia, Gana, Kenia e Sri Lanka, entre outros. A empresa
desenvolve os trajetos das ciclovias, os planos de integração
com os meios de transportes convencionais, avalia os melhores
locais para instalação de bicicletários,
fornece treinamentos para políticas de educação
no trânsito, entre outros serviços.
Os holandeses podem ser considerados um dos povos que mais
utilizam a bicicleta como meio de transporte em suas rotinas.
Segundo o consultor da I-CE, Tom Godefrooij, 27% de toda a
população utiliza a bicicleta em algum momento
do seu deslocamento diário e em grandes cidades como
Amsterdã e Delft, a bicicleta chega a ser, depois do
carro, o segundo veículo mais utilizado por 40% dos
habitantes.
|
| |
|
|
|
|
|
|