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Rio pode ter bicicletários públicos no estilo
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Inspirado em cidades desenvolvidas da Europa
como Barcelona, Lyon, Berlim e Copenhagen, o secretário
de Transportes Julio Lopes está negociando, com recursos
do PAC da Mobilidade Urbana, do Banco Mundial, BID (Banco
Interamericano de Desenvolvimento), BNDES e Ministério
das Cidades, a implantação de um sistema móvel
de bicicletas públicas no Estado do Rio de Janeiro.
A idéia faz parte de um amplo programa chamado "Rio-Estado
da Bicicleta", no qual pretende estimular a população
a pedalar até os terminais de ônibus, metrô
e trens durante o primeiro trajeto da casa para a escola ou
trabalho.
A empresa Clear Channel, responsável pela implantação
e operação de bicicletários públicos
em várias cidades européias, apresentou o sistema
para o secretario nesta sexta-feira (30/11) na secretaria.
Esta empresa é a maior companhia do mundo em mobiliário
urbano e já presta mais de 10 mil serviços no
estado, como instalação de cabines telefônicas,
postos de informações, totens (propaganda em
painéis verticais), etc.
Um dos itens que chamou a atenção de Julio Lopes
durante a apresentação do sistema de bicicletários
públicas em Barcelona, foram os caminhões que
transportam as bicicletas para as oficinas de reparação.
O secretário quer transformar estes caminhões
em uma espécie de unidade móvel que ficaria
estacionada em diferentes pontos da cidade.
- Com unidades móveis, a bicicleta estará ao
alcance tanto dos moradores da comunidade de Sarapuí
quanto do Leblon. É democrático e de grande
utilidade pública - afirma Julio.
De acordo com o representante da empresa, Emílio Medina,
as bicicletas são eficientes porque têm uma tarifa
baixa para o usuário e são monitoradas por satélite
através de GPS, o que ajuda a evitar roubos. A idéia
do sistema é que o usuário pedale em deslocamentos
curtos, da casa para o trabalho, para a escola ou outro destino
definido. Segundo ele, nas cidades européias que utilizam
o sistema há bicicletários públicos a
cada 300 metros, com carga máxima de uso de três
horas. Mas, para aqueles que quiserem esticar a pedalada é
só pagar uma taxa adicional, esclarece Medina.
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