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RioTrilhos estuda instalação de mais rampas de acesso no metrô

Uma audiência pública realizada nesta quinta-feira (6/11) na Alerj (Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro) deu continuidade à discussão sobre a melhoria na acessibilidade de pessoas portadoras de deficiência e mobilidade reduzida nas estações de metrô, trens e ônibus. Esta foi a segunda audiência sobre o assunto organizada pela Comissão de Defesa da Pessoa Portadora de Deficiência da Alerj, que cobra a instalação de equipamentos de acesso aos transportes públicos.
No início da sessão, a presidente da comissão, deputada Sheila Gama, consultou o representante da concessionária Metrô-Rio, Joubert Flores, e o diretor de engenharia da RioTrilhos (Companhia de Transportes sobre Trilhos do Estado do Rio de Janeiro), Bento José de Lima, sobre o prazo para a construção de rampas de acesso às entradas das estações e plataformas de embarque.
Segundo Bento Lima, a Secretaria estadual de Transportes está negociando um financiamento com o Banco Mundial e já incluiu no Orçamento de 2008 as obras de construção de rampas de acesso às estações, começando pelas de maior movimento, como Saens Peña, Estácio e Carioca. No entanto, ainda não há uma previsão para o início dos trabalhos, declarou o diretor da RioTrilhos.
- Já foram adaptadas com novos equipamentos as estações da Pavuna e de Colégio e a próxima será a de Botafogo - afirmou Bento Lima, reconhecendo que ainda faltam 21 estações para serem reformadas.
Quanto aos trens, Bento Lima explicou que há uma questão técnica complexa, já que o vão entre os vagões e o desembarque que dificulta a mobilidade dos passageiros, é fruto da herança dos trens de carga desde o século XIX. Para fazer o nivelamento, de acordo ele, seria preciso trocar a frota de 170 trens, o que demandaria um alto investimento.
O presidente da Metrô-Rio, Joubert Flores, admitiu que a maior dificuldade na gerência do serviço hoje se deve à superlotação. Apesar de já operar com 98% da frota, no total de 180 carros, Flores afirma que o Metrô-Rio está negociando a aquisição de mais 114 carros e que colocará até julho do próximo ano vagões com novo layout interno para dar mais conforto e espaço aos passageiros.
A deputada Sheila Gama aproveitou para sugerir à concessionária que instale mais esteiras rolantes, iguais as que existem, por exemplo, na estação Arco Verde, em Copacabana, Zona Sul do Rio.
- Quando falamos de pessoas com dificuldade de locomoção não me refiro apenas aos cadeirantes, mas também aos idosos, gestantes, mães com carrinhos e pessoas com alguma dificuldade motora. Enfim, são melhorias que vão beneficiar a todos os cidadãos - esclareceu a deputada.
Apesar de defender com veemência a melhoria nos sistemas de acesso, o deputado estadual Wagner Montes, membro da comissão, ressaltou que o estado está sendo prejudicado nos contratos de concessão do serviço, já que o governo gasta com as obras e quem lucra com a operação são as concessionárias.
O vice-presidente da Federação Nacional dos Metroviários, Edgar Coelho, entregou à deputada um abaixo-assinado com quatro mil assinaturas de passageiros coletadas nas estações do metrô, reivindicando melhorias na acessibilidade aos terminais de transporte público. A deputada informou que vai encaminhar o abaixo-assinado à Secretaria estadual de Transportes.
Uma das signatárias do abaixo-assinado e militante do movimento por melhorias nos acessos ao metrô, Márcia Calonga, conta que enfrenta muita dificuldade na estação de São Francisco Xavier, já que há apenas uma entrada e não possui equipamento de acesso para os deficientes. Mas para ela, o pior meio de transporte são os ônibus, já que é raro encontrar em algum deles as rampas de acesso.
Participaram também da Audiência Pública o defensor público Valmery Jardim, o deputado estadual Gilberto Palmares, o professor do Instituto Benjamin Constant, Vitor Alberto, o diretor de Comunicação Social do Sindicato dos Metroviários, Antônio Luiz, o gerente de Projetos e a arquiteta especializada em acessibilidade da RioTrilhos, Francisco Fonseca e Ângela Werneck, respectivamente, a promotora Daniele Cavalcanti, além de pessoas portadoras de deficiência física e visual e representantes de movimentos sociais.

     

 

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