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Coreanos entram na disputa pela construção do
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Os coreanos entraram para valer na disputa
pela construção do trem-bala brasileiro. Nesta
segunda-feira (10/12), uma missão composta por 15 técnicos
e executivos do país asiático esteve na Secretaria
de Transportes para apresentar um projeto para a ligação
expressa entre Rio e São Paulo utilizando como modelo
o KTX II, o trem de alta velocidade desenvolvido por eles.
O principal atrativo do projeto dos coreanos está na
semelhança das condições que eles enfrentaram
na implantação do trem-bala, como o relevo irregular
e as condições econômicas semelhantes
a do Brasil, ou seja, mais próximas de um país
em desenvolvimento. Dessa forma, a proposta dos coreanos dá
maior ênfase a importância de paradas intermediárias
ao longo do percurso. Segundo eles, elas seriam essenciais
para aumentar o número de usuários e, ao mesmo
tempo, promover o desenvolvimento dos municípios que
recebessem as estações.
- As cidades coreanas em que o trem de alta velocidade faz
parada viram verdadeiros pólos de atração
de empresa, serviços e indústrias. Um transporte
que, por onde passa, provoca uma verdadeira revolução
de conceitos - destacou Sunduck Suh, líder da missão
coreana.
O projeto elaborado pelos coreanos prevê estações
em cinco municípios ao longo do trajeto: São
José dos Campos, Taubaté, Aparecida, Resende
e Volta Redonda. O projeto também já inclui
a linha que o governo de São Paulo vai construir entre
a estação da Barra Funda, no Centro da Cidade,
e o aeroporto de Guarulhos - o chamado "Expresso Guarulhos",
que para os envolvidos nos estudos é visto como a primeira
parte do trajeto do trem-bala.
Num segundo momento de implantação, o trem chegaria
à Campinas, passando por Jundaí, o que daria
um impulso ainda maior em termos de demanda. E no momento
seguinte, a linha expressa chegaria ao Rio. Assim, os coreanos
calculam que o trem-bala poderia transportar entre 45 a 70
mil pessoas/dia, totalizando em um ano entre 16 milhões
a 26 milhões de usuários. O percurso de 416
quilômetros seria feito com velocidades variando entre
205 km/h a 260 km/h. Todo o projeto levaria sete anos para
estar pronto.
Pelas contas dos coreanos, a passagem da ligação
direta entre Rio e São Paulo custaria cerca R$ 140,00,
com a viagem levando cerca de uma hora e meia para ser realizada.
Já a viagem com paradas intermediárias custaria
R$ 80 reais e levaria em média duas horas e meia. Os
preços seriam competitivos tanto para as viagens de
avião quanto para as de ônibus. Para o secretário
de Transportes, Julio Lopes, a proposta dos coreanos é
boa, mas tem que ser analisada junto a outras propostas que
vem sendo apresentadas como os italianos.
- O projeto dos coreanos merece nossa atenção
porque o sistema implantado por eles está operando
com sucesso e eles já têm planos para expansão.
Na verdade, o grupo veio nos oferecer um pacote tecnológico,
já que eles, além de desenvolver um projeto
de viabilidade, podem ainda oferecer todo material rodante,
a parte mecânica e de controle operacional do sistema.
É muito válida essa intenção porque
amplia nosso leque de opções, disse Julio Lopes.
A agenda da missão coreana no Brasil segue com reuniões
no BNDES e na Secretaria de Transportes Metropolitanos de
São Paulo.
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