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PDTU:
Plano Diretor de Transportes
Urbanos
O Governo do Estado, por intermédio da Secretaria
de Estado de Transportes e da Companhia Estadual de Engenharia de
Transportes e Logística CENTRAL,desenvolveu o Plano
Diretor de Transportes Urbanos PDTU, o maior esforço
já realizado no Rio de Janeiro para o planejamento do setor.
Falar em planejamento significa abolir as improvisações
e olhar para o futuro com base em informações e metodologias
confiáveis, a fim de alcançar de modo mais eficiente,
eficaz e efetivo o máximo de desenvolvimento possível,
com a melhor concentração de esforços e recursos
do sistema. Portanto, é imprescindível o planejamento
no momento em que se quer reverter o quadro de irracionalidade em
que se encontra o transporte coletivo na Região Metropolitana
do Rio de Janeiro.
O PDTU possibilita a racionalização
do Sistema de Transportes de Passageiros no âmbito metropolitano,
a priorização dos investimentos na infra-estrutura
de transportes, sobretudo os que visem à integração
modal e intermodal e é o instrumento de gestão e planejamento
dos transportes, em caráter permanente, de forma articulada
e coordenada.
Retrospectiva
Estudos de planejamento de transportes desenvolvidos
em décadas passadas não têm mais a capacidade
de representar a situação metropolitana vigente e,
conseqüentemente, não podem ser usados na projeção
de cenários e na identificação dos desejos
de deslocamento da população.
Foram estudos de importância relevante, mas
por não terem sido atualizados e realimentados, deixaram
de acompanhar; as profundas transformações na Região
Metropolitana do Rio de Janeiro, especialmente no que se refere
ao crescimento observado em bairros da Zona Oeste do Rio; a implantação
de novas e importantes ligações rodoviárias,
tais como a Via Light e as Linhas Amarela e Vermelha; e, a significativa
alteração institucional, em função da
concessão à iniciativa privada da operação
dos sistemas metroviário, ferroviário e aquaviário.
Tanto o PIT (Plano Integrado de Transportes
do Metrô/RJ, 1975-79), quanto o PTM (Plano de Transporte
de Massa, 1990-95), apresentam uma excessiva agregação
de seus zoneamentos na Zona Oeste, chegando a ser crítico
no que tange à Barra da Tijuca e a Jacarepaguá.
Enquanto que, o PIT utilizou na geração
de suas matrizes de viagem dados retirados de pesquisa de campo
(entrevistas domiciliares e origem/destino) realizadas pelo Metrô-RJ,
no biênio 1975-76, em todos os modais de transporte na RMRJ
(carros particulares, barcas/aerobarcos, trens urbanos, ônibus,...),
o PTM obteve as suas matrizes de viagem em pesquisa de campo
junto às linhas de ônibus, pesquisas domiciliares e
contagens de tráfego (volumétricas e seletivas).
Zoneamento e Plano Amostral
No âmbito do PDTU foi realizado um novo Zoneamento
para a Região Metropolitana do Rio de Janeiro, bem como um
Plano Amostral. Estes foram os estudos básicos para a nova
pesquisa de Origem e Destino.
Foram definidas para o PDTU, em 2001, 485 zonas de tráfego
na RMRJ.
O Plano Amostral resultou em 34.000 domicílios entrevistados,
no âmbito da pesquisa a seguir descrita.
Pesquisa
Em função do novo zoneamento e da
amostra, o consórcio contratado (LOGIT, OFICINA E JGP) trabalhou
em uma ampla pesquisa sobre transportes na Região Metropolitana,
através de entrevistas domiciliares, onde foram conhecidas
as formas como são realizadas as viagens (se de carro, ônibus,
metrô, trem, barcas, etc.), as origens e os destinos de tais
deslocamentos e as características das famílias.
Iniciada em 2002, as pesquisas foram realizadas
nos 20 municípios que compunham na época a RMRJ, relacionados
a seguir: Rio de Janeiro, Niterói, São Gonçalo,
Itaboraí, Magé, Guapimirim, Tanguá, Duque de
Caxias, São João de Meriti, Belford Roxo, Nilópolis,
Nova Iguaçu, Queimados, Japeri, Itaguaí, Seropédica,
Mangaratiba, Paracambi, Mesquita, Maricá.
Resultados Finais
O PDTU resultou em um Plano Estratégico
concluído e um modelo calibrado, em base geo-referenciada,
de forma que o planejamento de transporte da RMRJ se torne um processo
contínuo, com mecanismos para sua realimentação
capazes de possibilitar a sua contínua revisão/atualização.
O PDTU sugere um conjunto de propostas e recomendações,
determinantes para a promoção da qualidade de vida
na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Será possível,
então, ordenar o Sistema Metropolitano de Transportes, em
função da configuração da rede de transportes
(em sintonia com padrões de acessibilidade mais eqüitativos
e condizentes com as vocações e competências
das regiões), da hierarquização e integração
dos serviços de transporte, do aumento da velocidade comercial
dos modos de grande capacidade, que serão complementados
por ônibus e vans, como também da redefinição
de linhas e tudo mais.
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